Coxinha no copo rende negócio de sucesso; preço agrada

 Por causa do valor barato e do gosto tradicional pelo salgado brasileiro, as minicoxinhas ganharam o paladar da população e os sonhos de quem queria abrir o próprio negócio

 

 

 

A famosa coxinha de galinha é uma iguaria muito querida pelos brasileiros e consumida em grandes quantidades nas padarias e lojas de salgados. Segundo livros de história e gastronomia, a coxinha surgiu porque o filho da princesa Isabel e do Conde D’Eu só gostava de comer coxas de galinhas. Quando a cozinheira da família percebeu que não havia aves suficientes para o abate, desfiou outras partes do animal e moldou em uma massa à base de farinha e batata.

O salgado se popularizou e ganhou o gosto e o paladar do Brasil. Há, também, quem faça negócio com eles. As tradicionais, que pesam, geralmente, 50 gramas, agora estão dando vez às versões menores, que giram em torno de apenas cinco gramas. São as minicoxinhas, também conhecidas como coxinhas no copo, que, por sua vez, estão passando a ganhar mais ainda a preferência das pessoas.

Por onde se passa, há um lugar que vende esse tipo de alimento ou alguém que afirma já o ter consumido. Por conta desse boom no consumo, muitas lojas especializadas no ramo também estão surgindo e transformando tendência em dinheiro. Nas padarias, uma coxinha comum sai, em média, a R$ 3. Já as minicoxinhas, numa medida com cerca de 15 unidades, pode sair a R$ 1.

O engenheiro Felipe Gusmão e a arquiteta Daniella Moraes inauguraram uma loja que vende minicoxinhas em novembro de 2014, no Recife. Eles já pensavam, anteriormente, em montar o próprio negócio. “Por conta da crise, e até antes dela, pensamos em formar uma parceria e abrir um negócio próprio para complementar a renda e já ter aquela segurança”, explica Felipe.

Os sócios resolveram pesquisar e identificaram que em São Paulo a população gosta bastante das pequenas coxinhas. “Trouxemos essa ideia para cá e achamos que não tinha nada parecido. Depois que montamos que vimos que existiam, ou passaram a existir, outras com a mesma lógica”, comenta Daniella. Desde o início do funcionamento até agora, o negócio caminha para a prosperidade. “É um ramo promissor, que tem muito a crescer. Por conta da crise, temos tido um pouco de dificuldade para acertar as contas, mas ainda é algo que está dando lucro”, diz Felipe.

Os empresários comercializam as coxinhas a R$ 1 real, a partir de 15 unidades. Pedidos com quantidades inferiores a essa, saem a R$0,10, cada minicoxinha. Por dia, Daniella e Felipe confessaram que vendem de 20 mil a 30 mil unidades. Os sócios visam, em planos, ainda este ano, abrir uma filial da loja. “Nosso planos eram abrir outra ainda este ano. Mas, com a crise, nosso faturamento caiu em 20%, então vamos ter que repensar isso”, comenta Felipe.


A prosperidade do mercado

Segundo o analista de atendimento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em Pernambuco, Valdir Cavalcanti, os empreendedores precisam ter cuidado na hora de implementar um negócio e saber diferenciar tendência de modismo. “A tendência é específica em uma área, como nas coxinhas, ou em ramos como milk shakes, que só vendem aquilo. Já no modismo, podem estar classificados os food trucks e afins”, explica.

Para o especialista, é imprescindível que quem vá montar um negócio do ramo saiba priorizar a qualidade. “Primeiramente, o candidato deve ter manter o padrão de qualidade. A coxinha não pode estar em um dia boa e no outro ruim. Ou num instante quente e no outro fria”, aconselha Cavalcanti.

Ainda segundo o analista, é preciso que os empresários façam um estudo de que tipo de pessoa vai consumir o produto, em que local montar o espaço e qual o horário de funcionamento. “Geralmente, quem vão consumir são pessoas de baixo poder aquisitivo, então tudo tem que se adequar para esse público. O local deve ser, de preferência, onde muitas pessoas passam a pé, porque a maioria dos clientes são transeuntes, e os horários devem estar bem estabelecidos, para que não haja nenhuma dúvida”, explica Valdir Cavalcanti.

Sobre o investimento inicial, o analista afirma que não é necessário ser muito alto. “Para investimento mais básico, o empresário pode aplicar em torno de R$ 5 mil a R$ 6 mil. Já para os mais estruturados, podem ser investidos de R$ 25 mil a R$ 30 mil. Isso sem contar o espaço físico”, explica.

 

 

 

 

Fonte: IG


 

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